segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ophrys

Não me orgulho muito de ter feito isto, de ter roubado à Natureza três exemplares de plantas que lhe começam a escassear, fi-lo por achar que mais ano menos ano o tijolo e o cimento chegarão àquele terreno, estão cada vez mais perto, e aí os meus 'fradinhos' perdem-se definitivamente. Trouxe estes três, envoltos aínda na terra onde estavam, e acomodei-os individualmente em vasos. Pretendo, ambiciosamente, mantê-los vivos pelo máximo de tempo possível. Quero muito ser bem sucedida, saber que não os trouxe em vão.




Penso que a amarela seja uma Ophrys lutea

Penso que a cor de rosa seja uma Ophrys tenthredinifera

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Tarde de ouro

Sábado à tarde aproveitei que estava sózinha, agarrei na máquina fotográfica e no meu pai e fomos dar uma volta. Foi uma volta especial, por um dos matos por onde andávamos com os cães quando eu era miúda, onde tanta coisa aprendi sobre as plantas, as cobras, os lagartos, os coelhos , as raposas ou os grilos. Pela primavera, e praticamente todos os fins de semana lá íamos nós, com a Chica e o Bobi, apanhava campaínhas, brigotas, congossas, mijonas. cristas de galo e lírios do campo até já não caberem nas minhas pequenas mãos. Em alguns desses espaços hoje existem condomínios, vias rápidas ou outras construções, mas um deles sobreviveu, sabe-se lá até quando...


Partilho algumas das poucas fotos que tirei, porque fiquei rapidamente sem baterias.

As campaínhas (Narcissus bulbocodium) tão perfumadas...




As margaridas,


As Ophrys (fradinhos), é preocupante o seu desaparecimento, há 20 anos eram muitos, mas mesmo muitos, havia rosa, beje, amarelo, roxo e verde. Ontem devo ter visto cerca de 20 amarelos e 2 rosa, lamentavelmente bem que procurei, mas nada, não vi mais.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Semana Difícil

Esta semana foi particularmente difícil de passar. Em parte porque o cansaço acumulado me faz perder algum discernimento, e alguma sensatez, que já de si não abunda. Dei comigo a correr entre escolas, reuniões, formação, casa; o corte de trânsito do Terreiro do Paço está a causar-me mais transtornos do que alguma vez imaginei e para ajudar à festa, as obras na A8 fazem com que o meu regresso a casa ao principío da noite sejam a versão nocturna do IC19, ah, mas já me esquecia, que o IC30 também está no seu melhor, e agora a Nacional 9 já tem mais obras!! Bastante desgastante é eu fazer estas vias DIARIAMENTE, e eu a achar que dar aulas no sistema e condições actuais era desgastante, agora isso para mim é manteiga! Tou farta de estrada, tou exausta!
E é este cansaço que me baixa as defesas e me deixa vulnerável a situações que normalmente nem sequer me afectam, e que faz despoletar em mim um sentimento de tristeza profunda, que num efeito bola de neve me faz sentir ainda pior.
Quanto mais olho à minha volta mais tenho a certeza que estou a fazer tudo ao contrário da minha natureza, as minhas obrigações puxam-me para um lado e a minha essência, aquilo que sou puxa-me para o lado oposto; não vivo, sobrevivo à espera que o tempo passe e me traga dias mais compridos, é assim que me sinto, sem vida própria. Por cada lufada de optimismo surgem duas de obrigações, e pareço asfixiada em tarefas que se amontoam na minha agenda.
Felizmente chegou o fim de semana e a pausa do carnaval, preciso de arejar e de por as ideias em ordem, preciso de me reorganizar e definir prioridades, preciso de sol, troco o sentir-me sózinha pelo estar sózinha, tenho a todo o custo que evitar entrar em colapso.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Primavera está a chegar!

Lembram-se das minhas tulipas? Finalmente o sol puxou por elas, não cresceram muito em altura, mas ainda bem, ou com a ventania de há uns dias atrás ter-se-iam partido. É por aqui que assumo, a minha Primavera chegou!! Adoro este sol, esta luminosidade, este brilho, esta energia, que só a Primavera tem o dom de trazer!




terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Alguém me pode explicar?

Olá!
Tive uma ideia! Ao longo dos anos vou-me apercebendo que as minhas crianças pouco mais conhecem do que o cão, o gato, o peixinho lá do aquário, o urso ou a tartaruga, ou o cravo, a rosa e o malmequer. Vivem prisioneiras de uma liberdade que não podem ter, confinados aos poucos metros quadrados do apartamento, para quem os passeios em família, quando os há, são mais ao shopping do que ao jardim.
Os meus meninos não sabem o que é o Eucalipto, quanto mais reconhecerem o seu cheiro, nunca viram um rábano, e acham nojento um nabo sujo de terra, os meus meninos não sabem o que é 1 Dália, ou um feto, ou um lírio, e o malandro do livro de Ciências parece que faz de propósito, referir plantas e animais que eles não conhecem!
Este ano decidi criar um dossier, que funcione como banco de imagens, mas percebi que ficaria pesado, estragava-se, e então o melhor seria um blogue!
E agora preciso de ajuda, principalmente de quem tem mais do que 1. Ficam os 2 associados à minha conta, mas eu não quero que os meus alunos através do meu perfil cheguem a este blogue, e também não pretendo protegê-lo com password. Haverá alguma forma de impedir que através do blogue para os alunos se chegue até este?
Sim, eu imagino que seja muito óbvio, mas não estou a conseguir perceber.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Duas novas habitantes

Já tinha prometido a mim própria que não voltaria a adquirir plantas em hipermercados, mas estas duas "tropeçaram" em mim, andavam à procura de um nova lar, disseram.

É uma miltonia, que ainda me questiono como foi tão 'pagável', até porque nunca tinha visto nenhuma à venda!



E penso que uma phalaenopsis, ainda que não muito comum de encontrar à venda.
Sou mesmo ignorante, ai ai, é uma Zygopetalum, conforme me informou o MR. B, pelo que lhe agradeço! Já aprendi uma coisa hoje!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Projectos, e alguma fé

Este Sábado o sol deu um ar da sua graça. aproveitei para limpar e arrumar a varanda, onde já não ia há muito tempo. Vi que as minhas tulipas estão bonitas, mas ou sou demasiado exigente, ou parece-me que nem sequer darão flor, plantei os bolbos bem cedo, e as folhas nem sequer estão muito desenvolvidas. Resta-me esperar.

O bolbo de tulipa que tinha sobrado e ficara sozinho neste vaso parece que não quis dar folhas, mas pronto, deu-me 2 destes cogumelos, deve ter sido o mais parecido, eheheh... Acho um mimo!


Estas 2 hortênsias têm mesmo mau feitio! A mais pequena já tem uns 2 ou 3 anos cá na varanda, desde que a podei e passei para um vaso maior ela nunca mais recuperou, deve achar que é uma hortênsia bonsai, um dia destes ainda a ponho num vaso de bonsai, já que atrofiou... A outra, a maior, estava junto ao lixo, tive pena dela e trouxe-a, envasei, e parece ter gostado, embora ainda não tenha dado flor, mas desculpo-a porque só a tenho desde o Outono.


Este simpático rebento é um abacateiro. Adoro abacates, e experimentei guardar o caroço de um em água, rápidamente deu raíz e estas folhinhas! Não sei quanto tempo o poderei manter assim, sem envasar, mas tentarei mantê-lo.

Calatheas

Estas são as Calatheas cá de casa, a rufibarba que já tem cerca de 3 anos foi a 1ª, já tenho que atar as folhas, porque se assim não for partem-se devido à altura.


A sanderiana ornata, que me atraiu assim que a vi, há cerca de 1 mês ou 2, as listas cor de rosa na folha deixaram-me muito curiosa, e lá veio para casa comigo.


Há cerca de 2 semanas trouxe esta makoyana para casa.



Acho que são muito especiais, adoro quando ao fim do dia as folhas se fecham e reabrem na manhã seguinte, adoro as cores, e agora sei que pretendo coleccionar as variantes desta planta, pois algumas têm a margem inferior da folha quase aveludada. São impressionantes!

sábado, 24 de janeiro de 2009

Nem sempre corre bem

Bem, isto às vezes corre menos bem. Esta roseira já sobreviveu ao excesso de sol, à sede, ao frio, ao desbaste que o Romeu fez às folhas como se de um herbívoro esfomeado se tratasse. Agora tem que sobreviver a esta praga de visitantes, mas não faço ideia como :(

Esta plantinha foi a minha primeira orquídea, uma Phalaenopsis de cor fushia, comprada baratinha no Ikea. Na altura achei que se conseguisse cuidar desta seria excelente, se não conseguisse, bem, pelo menos não tinha sido muito cara. Por ter sido a 1ª tenho por ela um carinho especial.


Trazia 2 hastes com flor, e uma só com folhinhas, as flores cairam de velhas e as hastes secaram até meio, ao que cortei a parte seca, e esperei por nova floração. Mas a minha planta começou a definhar, as folhas a ficarem fininhas, sem reservas, pareciam papel, com uma textura muito pobre. Parecia que tinha fome.
Enchi-me de coragem quando lhe vi o que me parecia a promessa de 2 rebentos, e ao mesmo tempo temia que ao dar flor ela acabasse por morrer, na minha opinião de quem nada sabe achava que estava subnutrida demais para sobreviver quanto mais para dispender energia com a floração.



Mas os rebentos revelaram-se como sendo folhas, sei agora que é uma tentativa de sobrevivência da planta. Desenvasei, cortei raízes danificadas e pus naquelas bolinhas de gel de silica, que vou vigiando regularmente.

Acho que estou a ser bem sucedida, as folhas dos rebentos devem realizar com sucesso a fotossíntese, de forma a que as folhas 'velhas' estão a recuperar a textura normal, e nas raízes já se vêm e simpáicos rebentos. Será que dos rebentos das hastes irão sáir raízes aéreas? Se sim, devo cortar e replantar? Estou mesmo entusiasmada!!


Na Madeira comprei esta, já nem me lembro do nome dela, mas comprei desenvasada, mais uma vez acho que vinha subnutrida, acho que tenho a mania da subnutrição, eheheh... Envasei em substrato próprio, passadas umas semanas uma folha secou, agora quase 1 ano depois, o bolbo principal apodreceu, ficando apenas o bolbo bebé que já se desenvolveu cá em casa. Desenvasei, cortei raízes, separei o bolbo apodrecido e fiquei com este bebé. Pus em bolinhas de sílica para poder vigiar, mas estou optimista!


Entretanto descobri que as orquídeas gostam de calor, mas não tanto, a minha sala já é quente, mas com a lareira parece que foi demais, pobrezita desta, mas já a mudei de sítio, e parece ter resultado. Até já tem um tímido rebento.




Tentei fazer o mesmo com esta, cujas folhas parecem estar a sofrer com o frio, na foto parecem mais amarelas do que realmente estão. Não sei muito bem o que fazer...


quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Avaliação

Já andamos todos bastante fartos da conversa sobre a avaliação de professores, seja por boas ou por más razões, fale-se bem ou fale-se mal, e às vezes acho que até o Romeu, lá em gatês também tem opinião.
E sobre a avaliação dos alunos?
Sim, é importante. Mas estou confusa, porque isto da importância é muito subjectivo. O que é que é importante, sob que ponto de vista, e para quem.
Para os alunos e para os pais, o importante é ter positiva, interessa é passar!
Para o Executivo da escola, o importante é ter positiva, é importante para a estatística! Logo, se faz sentir que seja importante para os respectivos departamentos, que quase competem entre si, nem sempre na tentativa de ser bom, mas com a necessidade de ser melhor que os restantes.
Para os professores as positivas também são importantes (desengane-se quem achar que se ganha à comissão por cada negativa atribuída), mas são importantes como instrumento de avaliação, de medida, daquilo que os alunos sabem e são capazes, relativamente àquilo que deles é esperado.
Mais uma vez os professores estão em minoria, ganham os interesses dos pais, dos alunos e da estatística!!
Mas gastam-se horas de vida a passar esta mensagem subtil em reuniões intermináveis, em que um grupo de adultos se atropela para opinar (tal e qual como os seus próprios alunos!), é preciso reflectir sobre a quantidade de níveis negativos atribuídos. Leia-se "malta, temos que maquilhar algumas das negativas", parece que afinal para as negativas também há cotas!!! Ainda a Milu não se 'alembrou' disso!
Essas mesmas horas de reuniões não poderiam ser passadas a rever métodos de trabalho, ou a partilhar experiências de estratégias que tenham resultado, ou a definir estratégias para situações muito específicas? Talvez as positivas aparecessem com o tempo, sem terem que ser negativas maquilhadas...
Duas aspirinas depois, ainda me dói a cabeça, muito a malta grita quando basta apenas falar!
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